gestão financeira (2)

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/01/municipio-de-costa-rica-no-ms-paga-ate-16-salario-para-professor.html

No Brasil, para quem é professor, a realidade financeira costuma ser de salário baixo e de muita dificuldade. É a situação da maioria. Mas existem algumas exceções.

A fila no caixa eletrônico só tem professores. Uma a uma as notas vão saindo para melhorar a vida deles. Solange até trocou de carro.

Os professores da rede municipal de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul, estão felizes porque receberam não um, mas vários bônus neste fim de ano. Agora em dezembro, além do 13º, eles ainda viram as contas bancárias engordar com o 14º, 15º, 16º e ainda metade de um 17º. Tudo isso fora o salário do mês, e as férias. Ao todo, foram seis salários em menos de 30 dias.

Parece milagre, mas a prefeitura tem uma explicação simples. Ela diz que usa o dinheiro do Fundo para a Manutenção e o Desenvolvimento da Educação Básica. Os municípios recebem os recursos do Fundeb com base no número de alunos da educação infantil e do ensino fundamental.

Segundo a prefeitura, esses pagamentos extras foram possíveis porque caiu o número de faltas dos professores e também aqueles em licença médica.

A prefeitura resolveu repassar aos próprios professores o dinheiro que não gasta contratando substitutos. Os próprios professores, que fazem parte do conselho do Fundeb, fiscalizam a verba.

“Quando um professor pede um atestado falso, ele é o primeiro a denunciar, porque naquele lugar daquele atestado a gente vai contratar um professor. O dinheiro vai sair de onde?  Do fundo”, explicou o prefeito Valdeli Rosa

Com o dinheiro extra Cláudia estreou uma cozinha planejada de R$ 10 mil na semana passada.

“Se eu fosse comprar só com o meu salário mensal, eu não conseguiria pagar. Juntar dinheiro é muito difícil”, disse Cláudia Barbosa.

Segundo a secretária de Educação, o maior resultado aparece na sala de aula.

“Os nossos índices da educação básica estão acima da média nacional. Quem faz realmente a diferença na sala de aula é o professor. E o professor só faz a diferença se ele estiver feliz”, disse a secretária Manuelina Cabral.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, combina resultados de exames padronizados no país inteiro com informações sobre o rendimento escolar dos estudantes. O último indicador saiu em 2015. A média nacional ficou em 5,5. A de Costa Rica foi 6,3.

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Fonte: Cidade Verde
POLÍTICA

"Conseguimos levar nossa mensagem aos 224 municípios com essa ideia de que precisamos fortalecer não só a 'Casa dos Prefeitos', mas o movimento municipalista, para que os prefeitos também sejam protagonistas das políticas municipais, estaduais e regionais, somando a APPM às demais federadas do país na política nacional. As soluções para o país passam também pelos prefeitos e municípios", disse Gil Carlos.

Como meta já estabelecida, o gestor propõe encontros anuais com o executivo estadual para que sejam discutidas políticas de desenvolvimento regional integrando cada município a sua microrregião.

"O governador é entusiasta das políticas de desenvolvimento regional. Precisamos sentar com o executivo estadual e definir uma agenda. Uma das nossas propostas é que, anualmente, o governador se reúna com os prefeitos e todos debatam políticas de desenvolvimento regional para que sejam incluídas no planejamento do orçamento para o ano subsequente. Os prefeitos têm os interesses individuais, mas há que se debater de forma clara, participativa e transparente, as políticas regionais integrando o município com sua microrregião", propõe o prefeito de São João do Piauí. 


Desafios dos atuais gestores

Para Gil Carlos, o maior desafio dos novos gestores será o equilíbrio financeiro.

"O ponto mais difícil é o equilíbrio financeiro que se alcança reduzindo despesas e aumentando receitas com o setor de arrecadação e tributação. Por menor que seja o município, sempre há tributos a serem arrecadados desde os clássicos como ISS e IPTU a outras taxas como licenciamentos e alvarás que podem agregar valores as receitas próprias", disse o gestor reforçando as orientações aos novos prefeitos. 

"Neste início de governo, a maior pressão é com relação a emprego e precisamos ser muito ponderados em relação a isso, ao preenchimento de vagas temporárias, comissionados e gratificações. É preciso ser parcimonioso porque deve-se reduzir o custo fixo da prefeitura através da folha de pagamento", aconselha. 


Congresso das Cidades

Durante entrevista, Gil Carlos elogiou a iniciativa da TV Cidade Verde que promove  o Congresso das Cidades do Piauí. O evento acontece de 13 a 15 de fevereiro de 2017 e é voltado para os gestores municipais.

"É uma iniciativa interessante e formidável em que serão debatidas as experiências, haverá um intercâmbio entre os gestores do Piauí e de outros estados, técnicos com notório saber em administração pública...O momento será importante, principalmente, agora que precisamos de fato encontrar soluções para vencer a crise no país", finaliza Gil Carlos. 


Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

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