inovação (3)

Já estão abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio MuniCiência – Municípios Inovadores, organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) para identificar e compartilhar projetos realizados por prefeitos e prefeitas pelo Brasil. Além de um reconhecimento à boa gestão, o prêmio tem o propósito de difundir as iniciativas para que sirvam de referência aos municípios de todo o território nacional.

O presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, convoca os agentes municipalistas a compartilharem suas experiências transformadoras que servirão de exemplo em todo o país. Para participar, o representante da Prefeitura deve acessar a página www.municiencia.cnm.org.br e baixar o formulário de inscrição. Esse documento deve ser preenchido com os detalhes da atividade - nome, objetivo, período de implantação, atividades e resultados  – e enviado para o e-mail municiencia@cnm.org.br, até 10 de novembro de 2017. Mais detalhes no regulamento.

Não há número limite para inscrições de iniciativas. Cada Prefeitura pode candidatar ao prêmio quantos projetos quiser. O resultado das inscrições recebidas e homologadas será divulgado em 14 de novembro, no site do prêmio. Elas serão analisadas por uma comissão de especialistas e técnicos da CNM, observando conceitos como inovação, introdução de nova prática ou mudanças em práticas anteriores ou uma nova combinação dos mecanismos de gestão existentes.

Os participantes da segunda etapa serão divulgados no site do prêmio em 1º de dezembro. Entre 4 de dezembro de 2017 e 28 de fevereiro de 2018, os Municípios deverão detalhar informações, apresentar evidências e gravar um vídeo de até dois minutos com depoimento do prefeito, explicando aos outros gestores por que o seu projeto deverá ser escolhido.

Resultado
Após a segunda fase, já em 2018, a comissão da CNM selecionará 15 iniciativas para votação nacional, no próprio site do prêmio, entre 20 de março e 27 de abril. O resultado final será anunciado em 30 de abril de 2018.
As cinco iniciativas mais votadas terão seus projetos divulgados durante a XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Haverá ainda distribuição de materiais impressos descrevendo todos os projetos laureados, apresentação em seminário nacional e participação dos gestores municipais em visita técnica internacional para intercâmbio de experiências.

Destaques
Em 2016, foram destaque no MuniCiência Astorga (PR), Forquetinha (RS), Rio Largo (AL), Bom Despacho (MG) e Pompéu (MG). As Prefeituras apresentaram projetos que se tornaram referência nas áreas de gestão, segurança, saúde, sustentabilidade e urbanização (confira mais aqui).

O Prêmio MuniCiência – Municípios Inovadores faz parte do Projeto UniverCidades – Plataforma para o Desenvolvimento e Governança Municipal, que tem como objetivo contribuir para o fortalecimento de capacidades locais de implementação de políticas públicas. 

Leia a notícia direto da fonte.

Saiba mais…

Florianópolis: uma cidade empreendedora

Fonte: http://www.startupsc.com.br/florianopolis-uma-cidade-empreendedora/

Nos últimos anos, Florianópolis, transformou-se num centro de inovações tecnológicas e empreendedorismo que a colocaram no radar de instituições como o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Talvez por isso, no ano passado, a revista americana Newsweek incluiu Florianópolis na lista dos centros urbanos mais dinâmicos do mundo.

Graças à feliz combinação de boas universidades, qualidade de vida e incentivos fiscais, o setor de tecnologia, que até 2001 não estava nem entre os cinco mais importantes da economia local, passou o turismo e hoje é o maior pagador de impostos em Florianópolis. Com o avanço da nova economia, há três anos o produto interno bruto da cidade pela primeira vez ultrapassou o da industrializada Blumenau — atualmente, fica atrás apenas do PIB de Joinville. São evidências de que a cidade conseguiu reinventar sua vocação econômica e hoje colhe os frutos dessa empreitada.

As empresas de software e hardware da cidade vêm crescendo numa média anual de aproximadamente 30% em faturamento. Para este ano, a estimativa da Associação Catarinense das Empresas de Tecnologia (Acate) é de que o crescimento fique em torno de 20%, o que é um belo desempenho diante da previsão do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 2,8% e de um cenário mundial bem mais difícil.

O presidente da Acate, Rui Gonçalves, está confiante na elevada capacidade de inovação do setor e de oportunidades que serão criadas no Brasil diante da cotação do dólar mais elevada, que inibe a participação de estrangeiros.

Sempre se diz que durante crises as empresas investem mais em tecnologia para enxugar processos e aprimoram seus sistemas de informação, o que beneficia o setor. E a Acate, por sua vez, neste período, quer aproveitar para criar um sistema de qualificação de mão-de-obra para ter profissionais formados quando a economia real passar a crescer mais, nos próximos anos.

Como Florianópolis está se tornando um pólo de tecnologia e inovação

Ações:

  • Mão-de-obra: Em média 1 000 novos profissionais se formam por ano nas universidades locais nas áreas de exatas e biológicas.
  • Empreendedorismo: Nos últimos 20 anos, foram criadas sete incubadoras de empresas na cidade.
  • Incentivos fiscais: Desde 1988, a prefeitura concede isenção total ou desconto de ISS e IPTU a empresas de tecnologia.

Resultados:

  • Novo perfil: A arrecadação de impostos com a área de informática passou a de turismo e isoladamente é a maior de Florianópolis.
  • Ciclo virtuoso: A cada ano são criadas de 20 a 30 empresas com foco em produtos inovadores.
  • Criação de empregos: De 2002 a 2006, foram gerados 4 300 empregos no setor de tecnologia na cidade.

Showcase

Assista  no showcase uma série de reportagens realizadas pela RBS TV e a Rede Record sobre o setor de tecnologia da informação em Florianópolis.

Saiba mais…

A importância da inovação na gestão pública

As administrações públicas municipais não estão naturalmente preparadas para inovar. Suas diferentes áreas de governo trabalham como departamentos isolados, com pouca coordenação e diálogo entre si e baseadas em estruturas hierárquicas ultrapassadas.
Reinaldo Dias, Administradores.com, 28 de janeiro de 2017 , às 12h53
Fonte: www.administradores.com.br
Nesse processo de inovação pública, um dos principais motores é a participação de uma cidadania ativa e participativa.
Nas últimas eleições municipais os políticos que se destacaram foram aqueles que se apresentaram como outsider da política, com propostas identificadas com os métodos de gestão do setor privado e associados a maior eficiência e eficácia no atendimento do público-alvo.
É fato que há um descontentamento dos cidadãos que avaliam os serviços públicos com critérios de mercado. A ampliação e a fragmentação da demanda assim como a expansão da função social do setor público pressupõem uma pressão crescente de mais e melhores serviços. As referências para julgar a prestação de serviços públicos são o mercado e as experiências exitosas em outros países. Por exemplo, a educação pública, pouco valorizada, tem como referência de padrão de qualidade a educação oferecida pelo setor privado ou no sistema educacional de outras nações.
Sem dúvida as demandas da população têm aumentado em sua complexidade e intensidade, fatores que associados ao aumento das responsabilidades dos municípios em decorrência da descentralização administrativas, formam um quadro em que os prefeitos eleitos deverão utilizar a criatividade e pensar em novas formas de administrar para enfrentar os problemas da sociedade. Só assim responderão às novas exigências e necessidades dos cidadãos, cada vez mais complexas.
Nos últimos anos, os governos municipais assumiram novas funções e responsabilidades devido à descentralização ocorrida nas últimas décadas, no entanto isto não se traduziu em um aumento semelhante de transferência de recursos orçamentários para o nível local. Não deve haver grande expectativa de que o governo federal amplie a destinação de recursos para os municípios, devido à crise em que se encontra a União de quase falência das contas públicas. A única saída para os municípios é inovar, como uma nova lógica de ação que rompe com o tradicional e propõe novas abordagens para intervir com regularidade em assuntos ou problemáticas que exigem a intervenção do governo municipal.
Ocorre que as administrações públicas municipais não estão naturalmente preparadas para inovar. Suas diferentes áreas de governo trabalham como departamentos isolados, com pouca coordenação e diálogo entre si e baseadas em estruturas hierárquicas ultrapassadas. Muitos setores se limitam a reproduzir rotineiramente processos burocráticos administrativos. A base desse modelo é a certeza e a previsibilidade, quando a inovação implica incerteza e criatividade. Neste contexto, a inovação pode ser uma saída para melhorar o processo administrativo, tornando-o mais eficaz no atendimento dos usuários do serviço público.
A inovação deve ser entendida como o aumento do padrão de qualidade de uma política pública através da geração de mudanças claras no modo de agir com regularidade em um determinado tema (saúde, educação, meio ambiente etc). Inovar é desafiar o que é feito rotineiramente e introduzir novas lógicas de ação para resolver antigos problemas e enfrentar novos.
Inovação no setor público consiste, portanto, na criação e aplicação de novos modelos de gestão, processos, produtos, serviços e métodos à disposição do cidadão que permitam melhorias na eficiência, eficácia e qualidade dos resultados. Nesse processo de inovação pública, um dos principais motores é a participação de uma cidadania ativa e participativa exigindo melhor atendimento da administração pública, fiscalizando suas ações e contribuindo com sugestões.
*Reinaldo Dias é especialista em Ciências Ambientais, mestre em Ciência Política e doutor em Ciências Sociais pela Unicamp e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Leia a notícia direto da fonte.

Saiba mais…